Casa VV

“Acreditamos que a poesia da arquitetura esteja na delicadeza que a luz e sombra se relacionam com os vazios, as geometrias e suas texturas naturais.”

O primeiro traço do projeto foi definido pela linha de água que atravessa longitudinalmente o terreno nos períodos de chuva. Essa linha precisava ser preservada para garantir o fluxo das águas que junto com outras nascentes alimentam o rio Arajara.

Paralelo às águas surge o eixo de circulação do projeto que vai se adaptando a topografia natural do terreno com rampas e patamares e entre árvores vão sendo inseridos o programa de necessidades.

Os dois primeiros blocos são os espaços de dormir. Seguindo o desejo de dormir e acordar com a luz do sol, inserimos os quartos com aberturas para leste e oeste, porém para protegê-los da insolação poente optou-se por utilizar: paredes de taipa de pilão que tem uma boa inércia térmica, e a inserção de uma pequena varanda.

Ao prisma regular de taipa de pilão é acoplado o banheiro em formato triangular em argamassa armada. O banheiro se abre com uma grande janela para a Chapada do Araripe para garantir o hábito da moradora de tomar banho em contato com a natureza. Esse sentimento é amplificado pela presença da pedra natural irregular no piso dos banheiros.

“Acreditamos que a poesia da arquitetura esteja na delicadeza que a luz e sombra se relacionam com os vazios, as geometrias e suas texturas naturais.”

O partido projetual para o bloco social é muito simples: duas grandes paredes paralelas de pedra de Barbalha e uma laje retangular que se apoia nessas paredes e em 4 pilares recuados da fachada. O fechamento leste e oeste foram inspirados na técnica do enxaimel com triangulação de barras de madeira massaranduba vedadas com argamassa armada, vidro fixo ou venezianas também de madeira.

O inusitado ficou por conta das duas grandes portas venezianas de correr e pela escada de acesso a laje com degraus fincados externamente na parede de pedra para um subir flutuante ao mirante

Ficha Técnica:

Nome do Projeto:

Casa VV

Ano de conclusão:

2022

Área bruta construída:

2023

Localização do projeto:

Barbalha / Ceará / Brasil

Programa:

Residência unifamiliar

Arquitetos:

André Moraes e Carolina Mapurunga

Créditos fotográficos:

Igor Ribeiro