O Restaurante Terruá nasce da intenção de traduzir, por meio da arquitetura, a essência da cozinha nordestina. Para isso, o projeto parte de uma pesquisa sobre as olarias da região, buscando evocar o fazer manual, a terra e o barro como elementos que carregam identidade e pertencimento.
Essa investigação se materializa em um painel composto por diferentes tipos de tijolos aparentes, cuja variedade de texturas e tonalidades é ressaltada por um projeto luminotécnico que valoriza suas nuances ao longo do ambiente. A iluminação também assume papel protagonista por meio de luminárias artesanais confeccionadas em fibra de bananeira pela artesã Joseane Sousa, da Associação Fibrarte, e em barro pela artesã Corrinha Mão na Massa, incorporando ao espaço a riqueza dos saberes locais e o trabalho manual.
As curvas não aparecem como um gesto secundário, mas como um elemento estruturador da arquitetura. Paredes curvas parecem se desdobrar pelo espaço, conformando recantos mais íntimos para os clientes, tornando a experiência do restaurante mais acolhedora. O balcão do self-service segue a mesma linguagem formal e recebe um revestimento em tom rosado, marcado por um relevo delicado e por uma superfície de coloração não uniforme, reforçando a expressividade dos materiais.
No Terruá, arquitetura, artesanato e materialidade se encontram para construir uma atmosfera que celebra a cultura nordestina a partir da verdade dos materiais, do trabalho manual e da valorização do território.
Nome do projeto:
Terruá Cozinha Nordestina
Ano de conclusão:
2025
Localização:
Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil
Programa:
Restaurante
Projeto de Arquitetura:
André Moraes e Carol Mapurunga
Colaborador:
Bruno Alves
Iluminação:
Alva Iluminação
Luminária Fibra de Banandeira:
Fibrarte
Luminária Palha de Milho:
Genipoart
Luminária cerâmica:
Corrinha Mão na Massa
Execução:
Pascoal Engenharia
Fotografia:
Igor Ribeiro